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sábado, 24 de novembro de 2007

foi engraçado



o formato não é o ideal: pôr os gajos a representar, quando não estão nitidamente vocacionados para aquilo não resulta.
mas as músicas resultam, e de que maneira!

grande loff: o summertime ficou para o fim.



já este grande e desconhecido hit brasileiro não apareceu...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

uma verdade inconveniente

ontem, no metro, ia sentado ao lado de mim um indiano que cheirava a chamuça.
a sério, não é puro racismo, cheirava mesmo a chamuça. fiquei cá com uma larica...

---"---

hoje à tarde fui ao teatro da luz ver este senhor:

é o pedro jóia, e toca bem que se farta!

e ainda encontrei a minha grande amiga flávia. foi fixe!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Não cantou esta, mas não faz mal*





Fado Tropical
Chico Buarque - Ruy Guerra/1972-1973


Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo...(além da
sífilis, é claro)*
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa..."

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial





* quem sou eu para me queixar...